Pop/Rock
Lura (Cabo Verde)
Herança
- CD, Erscheinungsjahr: 2015
- Label: Lusafrica
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- Preis: € 18,50

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Herança insere-se naturalmente na sequência da discografia de Lura, após Di Korpu ku Alma (2004), M’Bem di Fora (2006) e Eclipse (2009), assim como o seu Best of (2010), onde brilhantemente interpreta em dueto com Cesaria Evora, o tema de sua autoria “Moda Bô”. “HERANÇA” retrata o constante debruçar do regresso de Lura às suas raízes, à essência da sua própria identidade. Neste álbum, Lura mergulha nos cantos mais sagrados e sublimes de um batuco cada vez mais universal e aprofunda a história do funaná. Neste disco nada é por acaso, da escolha dos temas às mensagens contidas nas palavras, à sonoridade, transparece o perfeito reflexo da história da música popular do arquipélago. Lura, revisita três clássicos da tradição cabo-verdiana, abraçando e expressando a Herança de uma nação inteira: “Somada” (autoria de Kaka Barbosa), um dos favorito de Ildo Lobo e do seu grupo Os Tubarões. “Sema Lopi”, de autoria do próprio, Simão Tavares Lopes, em que a melodia dolorosamente doce, conta a história do povo de Cabo Verde e ganha na voz de Lura a profundeza de suave canto chorado. “Ambienti Más Seletu” (de Zezé di Nha Reinalda do grupo Finaçon), traça o próprio percurso do funaná, a evolução da sua aceitação, na época colonial tida como música dos pobres, dos negros, música de quintal, até se tornar no género musical mais emblemático e simbolizante da ilha de Santiago. A escolha de Lura assentou nos precisos ritmos que deixam evidenciar a sua genialidade vocal. Em “Ness Tempo di Nha Bidjissa” (de autoria de Tcheka) e no vulcânico “Sabi di Más”, Lura embarca num turbilhão de funaná, para depois elevar o batuque com “Maria di Lida”, neste tema de Jorge Tavares Silva, a voz de Lura transforma-se num estrondoso grito de homenagem à determinação e força da mulher crioula, à sua luta constante pela sobrevivência e dignidade da família. A extraordinária capacidade vocal de Lura neste intenso ritmo não deixa de mostrar o choro silencioso dos cânticos mais antigos e recendidos do batuco e da “reza” dos rabelados.